domingo, 15 de Novembro de 2009

Lisboa - claustros da Sé





Continuando a parmilhar a insondável beleza que Lisboa, apesar de tudo, ainda guarda. Esta é, realmente, a Lisboa que eu amo.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Refúgio na cidade - Quinta das Conchas











HFM - fotos tiradas com telemóvel



Um oásis na cidade, um local priveligiado onde me distendo e pacifico e onde o outono se dignifica.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Sem título




assim os conseguisse enxotar
e seria infinito

começava assim a minha sms
e assim ficou
enxuta aberta
numa depuração de palavras
rente à imaginação
solitária
abrindo caminhos

terás percebido?
mastigo a inquietação e a
melancolia

e, contudo,
sei
que houve um momento
breve
em que fui infinito.

HFM

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009



no desvão da escada destaca-se a luz avermelhada do sol - um tom na cidade outonal que nada pressagiaria. o tom desfocado do calor adormecido quando a hora se modifica. sobre a cor falaríamos se ela não fosse decomposta em tantas outras quanto a imaginação do artista. deixo a mão poisar no vermelho que quero vermelho. vemelho rubro. vermelho sangue. vermelho
com que se cobriam as janelas quando alguém tinha sarampo.

depois, deixo os dedos tocar no imaginário e com ele percorro o caminho para lá da luz, para lá do sol, para bem longe daqui, numa outra galáxia de infinitos.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Aguarelando


o verde da mancha tapando insónias
e a sua transparência liquefazendo
a ternura acumulada
revoltada

expressionismo de sentimentos.

HFM - 5 de Novº de 2009


quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Sem título


encerradas nos poemas - as palavras
cellos e violinos abrindo cantatas.


HFM - 27 de Outº de 2009



segunda-feira, 2 de Novembro de 2009



sofro-te, como sofro os golfinhos que, perseguindo-me, me abandonaram na transparência azul dum sol que reflectia o mar.


sábado, 31 de Outubro de 2009




Ouvi-te murmurar uma canção
quase um arrepio
como o vento no labirinto
silente
quase o ondular do cisne.

Cantata de demência.





HFM - Lisboa, 26 de Outubro de 2009

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009



da nossa mansarda
por entre os vidros
coloria-se a cidade e a vida.

HFM - Lisboa,26 de Outubro de 2009

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Anoitecidos




Correm sempre ao contrário da trama os regatos desperdiçados. Clandestinos assumidos percorrem os regos na certeza de que, um dia, hão-de chegar ao mar. Têm dias. Aqueles em que o vento os empurra em sentido contrário. Aí acoitam-se na estação sem chuvas, ao abrigo das pedras e dos gatos. Numas férias onde, contra as pedras, se ferem, dilaceram e perturbam. Um dia ressuscitam. E calhau e pedras abaixo perdem-se em direcção ao mar.


HFM - 24 de Outubro de 2009